Queniano corre na linha do recorde mundial, mas não consegue manter ritmo forte nos últimos 4km; entre as mulheres, vitória da etíope Aberu Kebede
Geoffrey Mutai queria o recorde mundial. Correu boa parte dos 42km da Maratona de Berlim abaixo das parciais para alcançá-lo. Ameaçou a marca de 2h03m38s estabelecida por Patrick Makau no ano passado, mas não conseguiu manter o ritmo forte nos últimos 4km. Ali, o cansaço falou mais alto e o objetivo passou a ser cruzar a linha de chegada na frente do companheiro de treino e estreante em maratonas, o também queniano Dennis Kimetto que estava na sua cola. Neste domingo, com o tempo de 2h04m15s, Mutai apertou o passo e levou o título com apenas dois segundos de diferença. Enquanto os dois tentavam recuperar o fôlego, ainda com as mãos nos joelhos, Geoffrey Kipsang, também do Quênia, completou a prova em terceiro lugar (2h06m12s).
Entre as mulheres, Aberu Kebede teve menos trabalho e confirmou o favoritismo. Sem ser incomodada pelas adversárias, a etíope correu para o seu segundo título em Berlim. Campeã na edição de 2010, ela venceu a distância com sua melhor marca (2h20m30s). Sua compatriota Tirfi Tsegaye chegou em segundo (2h21m17s), seguida da ucraniana Olena Shurno.
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